Autor do projeto Casa Abrigo, vereador Sandro Moreira repudia feminicídio em Simões Filho

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A cidade de Simões Filho vivenciou, no último final de semana, um crime chocante de violência contra mulher. Uma dona de casa, de 36 anos foi atropelada e morta pelo ex-marido, após o fim de um relacionamento abusivo, segundo informações oficiais confirmadas pela Polícia Militar.

Para o vereador Sandro Moreira, autor do projeto Casa Abrigo, que dispõe sobre o acolhimento á mulheres vítimas de violência no âmbito do município de Simões Filho, o caso causa repulsa e não poderá ficar  impune. Na manhã desta segunda-feira (27/01), o vereador emitiu uma nota de repúdio ao acontecimento, revelando sua indignação e apoio aos familiares da vítima.

Veja a nota na íntegra:

Neste final de semana fomos pegos pela triste e revoltante notícia do registro do primeiro feminicídio do ano em Simões Filho. Esperamos que seja o primeiro e o último, porque é inaceitável que atitudes covardes como essa, que ceifou a vida da dona de casa Mariene Menezes de Oliveira voltem a acontecer. A violência contra mulher é o crime mais cruel e desumano que poderia existir. Isso porque, a maioria das vítimas perdem suas vidas em detrimento de relacionamentos abusivos, em que o agressor assume posição de dono, como se sua companheira estivesse fadada a viver e função dele e por isso não aceita que ela ponha um ponto final na relação.

O projeto Casa Abrigo, de minha autoria, que se tornou a Lei Municipal 1064/2018 foi criado no sentido de acolher e assegurar os direitos das mulheres vítimas de violência, inclusive oferecendo abrigo e apoio psicológico. Contudo, para que a lei seja cumprida, é necessário que as vítimas tenham coragem de denunciar seus agressores o quanto antes, para que os poderes públicos tenham conhecimento do caso e tempo hábil para agir.

Assim como Mariene, centenas de mulheres no Brasil inteiro tornam-se vítimas fatais do medo, da opressão e da submissão, escravizadas por verdadeiros psicopatas, que agem de maneira fria, truculenta e premeditada. Por isso, é indispensável que haja uma interação entre os poderes públicos e a sociedade civil organizada, no combate direto a esse tipo de situação. E, todos aqueles que tiverem conhecimento desses casos, ainda que sem o consentimento da vítima, precisam denunciar e ajudar a colocar esses criminosos na cadeia.

Enquanto parlamentar, representante do povo e cidadão, eu repudio o crime de violência contra mulher e me comprometo em continuar lutando em defesa dessa causa, no sentido de fazer justiça social e garantir que criminosos como o agressor de Mariene não fiquem impune diante de seus atos. Aos familiares de Mariene, fica aqui minha solidariedade e pesar. Sabemos que nada mais trará a vida dela de volta, mas me coloco a disposição para todo e qualquer apoio necessário nesse momento de tristeza e dor.

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